quarta-feira, 25 de julho de 2018

onze minutos

Então me apercebi o quão tenho sido triste, o quão tenho esperado da vida, tão pouco. Apesar de ser a coisa mais previsível do mundo, não consegui ver aquele final feliz à minha frente. Só conseguia ver uma Maria a quem a vida tinha levado a melhor, como leva a todos nós; mas a vida levou Maria aonde ela queria, como num conto de fadas, e puxou-me o tapete debaixo dos pés. Um final feliz. 

Arrepiei-me e chorei. Não me lembro da ultima vez que senti esta emoção, ando há tanto tempo à deriva. Uma deriva que me levou a um corpo e alma cheios de nódoas negras e, o pior, a já nem me importar com isso. O medo de como as coisas vão correr esteve tanto tempo comigo que deixei simplesmente de me entusiasmar com o que quer que fosse.
A deixar de acreditar que há finais felizes, até nos livros.

E, de repente, tristeza. Mas luz. A felicidade desarmou-me, afinal as coisas podem correr bem. 
Afinal posso esperar, desejar, ansiar, planear.

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