domingo, 2 de dezembro de 2018

início de dezembro

how did I get here
It's all so quick and I feel sick

O mito da vida adulta. De repente já nos 26. Esta fase da vida dava para vinte ou trinta títulos de livro ou filme e centenas de dissertações sobre a maneira certa de a viver ou sobre para onde se vai depois de chegarmos aqui. Tinha-me dado um mês para pôr a minha vida em ordem. Um mês que já quase passou e em que não consegui decidir o que tinha a decidir. Mas, ainda que sem decisões, nem tudo está perdido. Já consigo:
  • comer a horas e frequentemente;
  • ficar cada vez menos acordada até às 4am
  • sair da cama sem ser a arrastar-me;
  • tomar mais do que um banho por semana. 
É que, sabem, cuidar de mim nos últimos meses não estava a ser fácil: eu preciso mesmo de ter uma rotina ou então descarrila tudo. Não estou a exagerar quando meto quatro alarmes para comer a certas horas do dia e digo que tenho mesmo de os seguir. A rotina é uma das únicas coisas que me dá uma sensação de controlo, e quanto mais forte é essa sensação, mais a ansiedade se mantém a uma distância de segurança.

O facto de estar num sítio onde me sentia a sufocar e ter uma rotina que não era a melhor para mim, aumentaram ainda mais a minha ansiedade, que aumentou a minha necessidade de me afundar em distrações (hey scroll de horas no instagram, estou-te a piscar o olho), que aumentou o meu nevoeiro mental, que aumentou a minha incapacidade de tomar conta de mim própria, que aumentou a falta de auto-estima, que aumentou a inércia, que aumentou o cansaço, que aumentou a minha ansiedade e volta ao início e repete. Só de estar a pensar em tudo isso, tremo.

Por isso, apesar de não ter tomado ainda as decisões life-changing que sei que tenho de tomar muito rapidamente e estar muuuuuuuito longe de poder vestir a camisola de Super-Adulta, já me dou uma palmadinha nas costas e me digo um "you go girl". Por ter quebrado um ciclo horrível - por agora, nunca estou livre de lá ir cair de novo - e ser capaz de erguer do chão uma rotina que me permita criar bases para poder sonhar com um pouquinho mais. Com passinhos de passarinho, mesmo, e bem devagarinho, uma coisa de cada vez. Sem me culpar por não fazer isto ou aquilo, sem me culpar por hoje só conseguir sair da cama e tomar conta de mim e, quem sabe, até meter um yoga pelo meio. Porque sei que isso já é uma vitória. Porque sei que ante-ontem já consegui passar todo um dia fora de casa e a tratar de afazeres. E tenho fé de que só vai ser melhor com cada semana que passar. 

Estamos como estamos onde estamos - é um dos meus mantras. 
E é o suficiente, por agora.


Numa nota mais leve, estou vidrada nas músicas da Dodie. São a coisa mais honesta, divertida, triste e adorável deste mundo ahhhhhh estou tão feliz por as ter descoberto. Me sinto tão grata por estes presentes que a vida me dá. Obrigada, obrigada, obrigada. Quando se sentirem stressados, simplesmente oiçam isto.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

meio de Novembro


nas últimas duas semanas

  • fomos a Aveiro, a Braga e ao Gerês
  • brigámos
  • vimos coisas bonitas
  • fizemos as pazes (e, provavelmente, brigámos mais umas quinhentas vezes depois disso)
  • fiz 26 anos
  • tu voltaste a casa
  • comecei a (querer) ler mais
  • fiz um plano para melhorar a minha vida
  • fui ver o filme dos monstros fantásticos, levei o meu cachecol dos hufflepuff e senti-me despreocupadamente alegre como há muito não sentia
  • eu voltei a casa

sábado, 10 de novembro de 2018

terça-feira, 30 de outubro de 2018

-14/30


Só vou voltar para casa dia 12 de Novembro, mas já estou a preparar terreno. Tento ir-me desfazendo de coisas/interesses/projectos que não fazem sentido (e tento não me meter em outros 20 entretanto, porque o medo de estar a perder tempo e a ser tola me invade de hora em hora). Isso envolve escavar mesmo a fundo, pegar em cada aspecto da minha vida e colá-lo na parede, para depois analisar e desconstruir o mais que puder.

Desde há uns anos, há coisas que gosto de fazer mas que talvez só goste de fazer porque sou boa a fazê-las e porque me trazem aprovação dos outros, e eu gosto disso. Da aprovação, não de fazer essas coisas. No fundo, não gosto assim tanto delas. E isso faz a minha ansiedade entrar numa espiral descendente, sinto que tenho de fazer mais, que tenho de fazer assim e assado, que tenho de fazer perfeito senão ninguém vai gostar. E como não consigo fazer perfeito, não faço. Porque se não for perfeito, os outros não vão gostar. Ou seja, são coisas que não dependem só de mim, pelo contrário: dependem totalmente da opinião alheia, da opinião que quero que tenham de mim. E isso é desgastante. A frustração de não fazer, de não avançar, de estar literalmente congelada, dependente de vergonhas, medos, de um mundo exterior que nem se interessa assim tanto se tudo é perfeito ou não.

Vou tentar perceber-me melhor, pensar no que passei até aqui, o que sou e o que acho que sou. O objectivo dos objectivos é voltar mentalmente a uma altura em que não me preocupava com essas coisas para observar o que fazia, o que gostava. E, a partir dessas coisas, construir as bases para um novo caminho, mais verdadeiro, mais de mim.

Uma das coisas que me deixa muito triste é o modo como os meus hábitos de leitura foram ficando cada vez piores ao longo dos anos. Passei a minha infância perdida nas BDs do Tio Patinhas, com umas batatas e um sumo ao lado, muitas vezes dentro do carro estacionado no quintal, pois era o sítio onde estava mais silêncio. E, quando o meu tio me ofereceu o primeiro livro do Harry Potter, comecei a ler ainda mais, a ler porque gostava mesmo a sério. Passava horas mergulhada em livros, onde quer que estivesse. O quão fantástico é isso?

Por muito tempo, esperei que essa vontade voltasse por si e não fiz nada para a cultivar, como se, por magia, fosse possível reverter assim do nada todos os anos que passei a correr para as redes sociais sempre que me senti ansiosa ou aborrecida. Como se fosse só precisa uma picadela de mosquito na consciência e puff, de repente um livro é bem mais interessante que um scroll infinito no instagram. A verdade é que isso não vai acontecer; temos de nos esforçar, e esforçar à séria! Porque a nossa capacidade de concentração está reduzida a pó. Mas mesmo que falhemos e falhemos e voltemos a falhar outra vez, o importante é insistir e não desistir de tomar as rédeas do nosso tempo e decidir o que queremos fazer com ele, em vez de deixar os nossos impulsos decidirem por nós.

Para começar, vou fazer um desafio de Outono! Vou dar o meu melhor para ler estes quatro livros até dia 21 de Dezembro:

1. Mentes Poderosas, Alexandra Bracken
2. Frankenstein, Mary Shelley
3. O Diário Secreto de Laura Palmer, Jennyfer Lynch
4. A Luz, Stephen King
Tentei escolher, de entre os que havia aqui pela estante, uma lista de livros mais spooky, de mistério, coisas sobrenaturais, para entrar no sentimento do Outono e do Halloween e tornar esta "tarefa" (que no início vai ser penosa) mais divertida. Vamos ver onde isto vai dar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

juured

Autumn arrives, my mind and heart feel lighter. With every raindrop, it's like I'm receiving a kiss from heavens up above. I've been missing Nature so bad and like they say if If the mountain will not come to Mohammed, Mohammed will go to the mountain. Except in this case it's kinda the opposite? I haven't been going to the mountain so the mountain is coming to meet me, Nature is covering me all over, if that makes sense. And I am glad she does because I've been getting more and more empty without her. The brisk air allows me to figure out again where I end and everything else begins. Where my skin meets all the universe outside my body. I inhale and the freshness fills my lungs. I can breathe again.

I will soon take a month off to reorganize my life and head, to understand where is this path gonna take me and where do I want it to do so. I've lost track of my dreams and I'm not certain if I even have any left? At least any of the old ones. Dr. Google says that when sometimes somewhere along your life you get hurt, like tiny-papercut hurt (11/10 pain), and see your dreams go down the drain, you lock away your ability to dream in the furthest corner you can find inside you and it's very hard to find the way back there because you were so sad you forgot to leave a breadcrumb trail.

It is scary, thinking about moving back with my parents with no job and no life expectations but I am also excited about what I will discover. For a long time, it made me feel embarrassed and small when I was asked about my dreams. I had, I have... none. Everyone around me seems to have a dream, no matter how big or how small, and I'm watching from the outside all those sparkly eyes chasing something.  Doesn't matter if they get it or not, just being able to dream about it, that's remarkable and warm, it's human. So I've been living in this limbo, a bit less human than before, but I know I still got something inside me somewhere, it's just a matter of finding the path to it. 



my soul as a video

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Kidding (2018– )


"Let there be light". Best beginning in the history of beginnings. Makes “Call me Ishmael” sound like the pickup line of a diseased sailor. A little later on, after floods and pestilence and a gazillion bagots, God tells us: "I make good, and I create evil. If there is light, there is dark. If life, there’s death." But for every bad thing God does, he does a good thing too. There is always a balance, and every action has its equal and opposite. During your tenure on earth, you will never know how the events of your life add to and subtract from the calculus of existence. Anyway, my gf made these cookies. They embody the universe. They’re good! But not great.






So, eu não me sinto muito confortável com esta ideia de escrever um post a recomendar coisas que vejo ou leio ou oiço ou etc. Muitos blogs já têm posts desse género e fico a sentir que o meu seria apenas mais um e não iria acrescentar muito. A minha ideia para este lugar sempre foi ser um diário da vida, emoções, um canto para escrever e pensar duas vezes no que acontece à minha volta. E, claro, como tudo o que faço na vida, fico sempre inconscientemente presa à ideia de que tenho de criar algo interessante e fixe e artístico e tals, o que é ergue limites parvos à volta do que "posso" ou não escrever. Ora bem, que se lixe isso tudo. Porque esta série é demasiado boa para não ser partilhada com toda a gente, e é isso mesmo que vou fazer!

Alguém postou no facebook um vídeo muito fixe de um behind the scenes de uma filmagem em sequência (podem vê-lo aqui), que me deixou a pensar "ena, isto é mesmo bacano! de onde será?"; andei pelos comentários até encontrar o nome da série e decidi dar-lhe uma vista de olhos mais tarde. E ainda bem que o fiz. Porque é brutal! Não pensem que é uma comédia como qualquer outra só porque tem o Jim Carrey a desempenhar o papel principal; ele é muito versátil e, desde que vi o Eternal Sunshine of the Spotless Mind, tornou-se bastante claro que ele é um actor muito muito bom. Assim nasceu a curiosidade e quando dei por mim já estava viciada. Humor, realidade, tristeza, covardia, coragem, magia. Vida. Kidding é honestidade brutal embrulhada em algodão doce, mas que mesmo assim não sabe a algo forçado ou falso. Sabe a... real. E bizarro a valer.
Ide ver!!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

polaris

Something is pulling me North, maybe the bright north star or the wind currents or the excitement of what I could become, of what I could live. 
But the fear pulls back and grounds my feet on Southwest. Life has been plucking some flowers from my fields with the same restlessness I used to bear around my grandma's ferns, ripping them bald in seconds. Now I understand her anger, of seeing something you've put care into being severed by such naive but ruthless hands. An act so gratuitous, lacking purpose, just like any other thing that happens around us (even if every person you come across wants you to believe otherwise. you see, if you stop believing, there will be nothing left for the rest of us).

I fear that if I go I will not be here to give and receive and share all that we have to share. That I will miss my parents' typical silliness of those who are getting old or that my cousins' legs will grow a mile while I blink my eye or that my grandmas will no longer need a partner for hydrogymnastics or someone to share their losses. Living a life driven by fear leaves me feeling queasy and uneasy. I fear. I fear. I fear.

I fear.
But I also wonder.

How silly to stop believing in purpose but keep believing in stars. It's like taking a walk on the edge of the mountaintop with slippery slippery ice all around and under your boots.
But you have to keep moving or your feet will freeze, my dear.

"I am as constant as the northern star/Of whose true-fixed and resting quality/There is no fellow in the firmament./The skies are painted with unnumbered sparks,/They are all fire and every one doth shine,/But there’s but one in all doth hold his place;/So in the world"

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

parte 4 de 3


austus

and your words come at me like knives on fire
i see the rage i feel it pulsating in the air
they hurt in spots still left sore
from others who spit fire before you
you call me weak
and he doesn't understand
you both hate me pity me
for feeling so much
too much
you say.
but darling, you see
to feel
it's never too much

but you are right
I will love myself better from now on.
from now on, I will.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

09 10 Oct,


hoje encontrei dois livros e mais um outro, um anel e um jogo para a PS2. hoje encontrei talvez, também, um bocado de direção.

tenho medo, não sei onde a decisão x ou y me irá levar, se a melhor ou pior porto. mas sei que terei de a tomar, mais cedo ou mais tarde.

ufa.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

oito nove oct.

daqui a um mês tenho vinte e seis e duas horas (e quatro minutos). não sei se isso significa algo ou se não significa nada. ou se significa apenas que dei mais uma volta ao Sol. hoje cortei o cabelo pelos ombros outra vez e as cadeiras do cabeleireiro faziam massagens. gosto. sinto-me bonita. sinto-me mais eu.
passo a passo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018



i'm a brooklyn baby

domingo, 2 de setembro de 2018

sábado, 1 de setembro de 2018

1 de Setembro

gosto deste mês, gosto de recomeços, de rotina. há 20 anos, este mês foi (já não me lembro mas aposto) muito muito feliz; trouxe-me a maninha que eu tanto queria e que me fez fazer desenho após desenho na creche, de carrinhos de bebé. gosto de Setembros. este não sabe a recomeços porém, é o primeiro que vem e não traz a azáfama da escola com ele. ando a tentar perceber o que fazer no meio desta incógnita toda. à noite, quando fecho os olhos, vejo sempre coisas muito feias. sempre tentei distrair-me delas, fugir para o telemóvel ou algo que as fizesse esconder de novo. mas comecei a ver que encará-las é melhor, que lhes tira o poder e as revela como monstros, sim, mas monstros que estão apenas lá, inofensivos. e isso é uma lição importante para mim, desconstruir. tornar as coisas mais conhecidas, mais simples de perceber. e quando se percebe, se sabe, o medo deixa de ser tanto.

I myself have always found that if I examine something, it's less scary. I grew up in the West, and we always had this theory that if you saw - if you kept the snake in your eye line, the snake wasn't going to bite you. And that's kind of the way I feel about confronting pain. I want to know where it is. 
— Joan Didion

continuo a sentir muito a falta da Estónia. não sei se estou assim tão melhor aqui como pensava. tenho saudades de escrever e vi que só o posso fazer se, bem, se o fizer. se me forçar a fazê-lo durante uns tempos pode ser que comece a ganhar-lhe o gosto. sei bem que o Bukowski diz que se for forçado não vale a pena, que se for forçado é merda. mas vou deixar de ligar tanto ao que os outros dizem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

16 do oito

é tempo de virada. de dar um salto. de tremer, tremor.
bum bum bum. ensurdece-se, sabe a paz.
há coisas que têm de mudar.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

onze minutos

Então me apercebi o quão tenho sido triste, o quão tenho esperado da vida, tão pouco. Apesar de ser a coisa mais previsível do mundo, não consegui ver aquele final feliz à minha frente. Só conseguia ver uma Maria a quem a vida tinha levado a melhor, como leva a todos nós; mas a vida levou Maria aonde ela queria, como num conto de fadas, e puxou-me o tapete debaixo dos pés. Um final feliz. 

Arrepiei-me e chorei. Não me lembro da ultima vez que senti esta emoção, ando há tanto tempo à deriva. Uma deriva que me levou a um corpo e alma cheios de nódoas negras e, o pior, a já nem me importar com isso. O medo de como as coisas vão correr esteve tanto tempo comigo que deixei simplesmente de me entusiasmar com o que quer que fosse.
A deixar de acreditar que há finais felizes, até nos livros.

E, de repente, tristeza. Mas luz. A felicidade desarmou-me, afinal as coisas podem correr bem. 
Afinal posso esperar, desejar, ansiar, planear.

domingo, 22 de julho de 2018

peso contrapeso


a vida não é nada. a vida é tudo.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

nights at the tennis courts. all the lights were out we were watching the stars listening to silly songs smoking cigarettes pretending to be cooler than we were. without a care in the world. the school was still the old one with a stage in the common room and the school radio playing. I remember a dance. I remember long talks and wanting to grow up. being 16 was sweet indeed.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

never put your faith in a prince. when you require a miracle, trust in a witch.

6:11 - 21:04
dia mais comprido do ano.
começa hoje o Verão.

diário de bordo. 15-20/06

voltar da ilha, ver a minha vida a andar pra trás com tanta turbulência e uma aterragem daquelas. ver a minha vida andar pra trás por voltar a Lisboa. 
estou bem quando não estou aqui.
uma aventura, para dizer o menos. alternando entre estados de aborrecimento e estados de paz. foi estranho, mas soube bem.
tenho pena de sair, mas sinto que há um tempo para tudo e este tempo para São Miguel foi o suficiente.
vêm comigo as aprendizagens. as certezas de algumas mudanças e de alguns finais. daqui, veremos.
veremos.

sábado, 9 de junho de 2018

um dia de primavera. no photos, more words

we run on unpredictability. I can't make decisions. most of the times this is not a nice thing, don't let the "wild and free" myth fool you. hell, most of the times it is the worst. but sometimes good things come out of it, and everything goes better than expected.

car parked in front of the bus station with your bus leaving in five minutes. my head running as always - what if I miss something really cool, what if something bad happens, what if this what if that. you say goodbye and leave the car. wait!! let's go together tomorrow. you come back inside and laugh. my most favorite kind of laugh is probably this one, the I-can't-believe-we-are-doing-this laugh. 

24h later we were in Porto, watching Rhye. I'm glad it rained, I'm glad everything smells so fresh and how surrounded by green we are. I am so tired of all the trash and the grumpiness in Lisboa that Porto feels like such a breath of fresh air. I feel rested, restored, excited. It's unbelievable for the normal folk how many days can one go by without feeling like this (trust me, so many, too many). 

I danced and threw my hands and feet around frantically and got tear-filled eyes with Lorde, I jumped and badly sang along with Tyler. Remembered a night in the outskirts of Tallinn with Jamie XX (you guys smoked and we saw cool music videos on that boy's big computer screen and then you and me walked home. We had met not that long ago. It was raining. Or snowing, I don't remember well anymore). Then I fell asleep on my baby's shoulder while a noisy techno and blinding lights filled the air. Tried not to fall asleep standing for another 40 minutes to let him enjoy the dj he really wanted to see. We went home, I stepped on poop and fell asleep as soon as the lights went out.

we wake up, go for a walk. grey concrete and plants, I love that so much. we say goodbyes, you stay and I come back home because I'm starting to know my limits and how important it is to not ignore them and it's ok to miss some things sometimes. um dia bonito. living a fear-ridden life is a pain in the ass. but sometimes is good to let fear guide you. only sometimes.

domingo, 3 de junho de 2018

(a)social media life

; more and more I've been struggling with social media lately. Instagram is long gone because it was making me more depressed than I would've liked to admit. I still peek a bit on my favorite people but nothing that serious, we're casual now.

And since we're on it, I'd like to take the leap and delete my facebook altogether. Because in reality, if we look at it with "seeing" eyes, it doesn't matter at all. I've been spending most of my awake time for the past 9 years in things that... don't matter. And all the time I could be using to do other things, to actually invest in what I want to do, to actually pursue my interests, is spent there, refreshing and scrolling, even when there's nothing going on. 

The thing is that almost all of my job opportunities came from this place. And it's a platform I depend on to let my work out there as a photographer, to reach people. I just wish I wouldn't BE there so much. Maybe a weekly update would be just fine. Maybe even less. Just thinking about it makes my FOMO kick in, but the truth is most of the things (apart from job related) that I've been doing exactly because of said fomo haven't really been all that enjoyable?
It's still good for my anxiety to make and have plans and really go through with them but I guess doing them because "everyone is going and it seems so cool" is not cutting it for me anymore.

I want to reclaim my time.

I want to actually start watching the movies I add day after day to my to-view list. I want to start actually reading the books I keep buying and filling every solid surface in my house with, I want to start having time to actually... do nothing. Started with deleting most of my friends and unfollowing most of the pages so my feed will soon be filled with nothing more than a tumbleweed here or there just tumbleweeding its way through the emptiness. This has forced me to ask people for their numbers and made me realize how little I've been using my phone as what it is: a phone! I had around 10 numbers there. 2 or 3 friends, work, family, dentist.

But yes, don't think I'm going to be Mrs. Perfect from here on or that this is something definitive. Social media is not the problem, internet is not the problem. The way I use it, is. The way I am addicted to it, is. The way it takes over my life, is. The way it is messing with my head and making me worse than I need to be, definitely is.

I just need to learn how to use it instead of being used by it. Because I've learnt so much here I could never pretend otherwise. I don't think I will ever leave behind the blog or Tumblr, and that is ok, because these two are a kind of platform that enables me to grow and actually discover new things and put them in action. For now, I will try to detach from the ones that have the opposite effect and make a fresh start, start relaxing, taking a step back, doing things with a purpose and avoid to get dragged into this so much.

yes, I. guess that's it.

sábado, 26 de maio de 2018

the earth laughs in flowers

de volta a casa durante um fim-de-semana meio que prolongado. apercebo-me que a cidade já não é para mim. às 6 da manhã, a conduzir de volta a casa; ontem choveu durante horas e por isso agora está um nevoeiro cerrado; sinto-me como se estivesse num sonho, nuvens no chão, o nascer do Sol, os rosas e violetas, a seara dourada e verde, os sobreiros de cores profundas. a vida volta a estar no sítio durante esses 40 minutos de viagem. e se me aparecesses à frente, naquele nevoeiro, naquele sonho - penso para mim. dava tudo para te voltar a ver, mesmo que me proibissem de falar contigo para o resto da vida, ou que esquecesses o que fomos. se estivesses bem, para mim bastava. continuo a tentar aprender a viver. continuo a aprender sobre mim. a lidar com a feiura do mundo, quando custa ainda mais lidar com a sua beleza. 
tudo vai voltar ao sítio, ainda que a um sítio diferente. 
sei que sim.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

how many have to die so you can feel loved



o momento certo para o ver chegou durante a primeira chuva de verão. ano de Florence é ano bom.

domingo, 22 de abril de 2018

you're my favorite daydream I'm your famous nightmare



Everything I see looks like gold 
Everything I touch goes cold

throwback to a time very very far away from the present one
when you were more than ashes
scattered in places
i don't even know where
(that's what hurts the most)
a time when you were more than ashes
you still are but

your Elvis song in my ear
that moonlit voice that I hear
tenho saudades da tua gargalhada

sábado, 21 de abril de 2018

sol de abril





- desacelerar. querer ser mais mas menos vezes. querer-me mais. ver o que já sou e querer-me por isso, querer-me assim mesmo.
- não pensar tanto.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

written by performed at



Spending time in the abode, trying to pretend the warm wind is out playing with the sun. I miss its touch on my skin, going out and feeling that warm embrace - when the air temperature meets my own body's it is almost like I'm levitating. floating with both feet on the ground. I like that. I know I might regret this in a few months when the sweat and sleepless nights and the too-hot-to-go-outside 40 degrees make its way into our lives in this little corner of Europe but for now I enjoy dreaming about it and thinking of myself as this desert child who craves for the chance to walk around barefoot and display the works of art spattered around her skin (this one on my arm is from ágata 💛 she is probably my favorite tattoo artist in town). so for now, I will keep imagining things, inside, listening to rad tunes like Veni Vidi Vici from Black Lips. summery vibes: on.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

solsolsol


dias lentos. passarinhos e o sino (e alguém que tocava piano à hora de almoço). as eternas ambulâncias que descem a avenida e que o meu ouvido se treinou para deixar para lá. tem chovido muito mas agora às às 19:26 ouve-se o Verão.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

vera verita


o sol começa a dar de si mas o vento ainda é fresquinho. tento manter a cabeça leve, vou andar mais por aqui.

quarta-feira, 14 de março de 2018

meio de março




folha em branco. como de costume, não sei o que dizer (por palavras, pelo menos). mas sabe-me bem andar por aqui.

escrevo objectivos mas com a vagueza de sempre. apago - é necessário ser mais concreta.
assim sendo, nos próximos 17 dias:
acordar todos os dias até às 09h30;
chegar aos sítios pelo menos 5min antes;
tirar uma foto por dia;
ler antes de dormir, nem que seja uma página;
1h de screen time (no telemóvel).

e chega, por agora.

reminder

spend more time in my comfort zone

be kind through 2018 and always

stop focusing on reach and care more about resonance

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

music to watch boys to


Impromptu roadtrips. I'm getting worse and worse at writing so I just take pictures and listen to old songs. Tomorrow I am moving in, to the new apartment. Lisboa is waiting for me once more. Except now she feels like the old lover I'm sick of, I can't bear her winds touching my skin, her million voices and sirens and honks in my ear drive me more and more mad, I find myself filled with disgust no matter how I try to convince myself of the opposite. How sad it is, to fall out of love.

Anyways, moving in means having a stable place to call my own, for the first time in a couple of months. My own humble abode. Well mine and my sister's but still a pretty neat thing. Pinteresting all those boho bedroom vibes. It's gonna feel good to finally unpack all those boxes that have been lying around since I returned to my folks' home after my first incursion to the "real adult world" (spoiler: it wasn't worth it). Ey, we gotta see the good side of things, right?


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

natura

Pela primeira vez em algum tempo, posso dizer que mal posso esperar pelo Verão. O verão está longe de ser a minha estação preferida mas as saudades de acordar, deslizar o fecho da tenda (consigo ouvir-lhe o som tão claramente, que delícia), sair e sentir as cascas das árvores nos pés... a ausência do barulho da cidade, os miúdos que brincam com paus como se fossem espadas dignas do melhor cavaleiro do reino, o vizinho simpático que nos empresta a lanterna para montarmos o estaminé depois de chegar ao camping fora de horas. Secar o cabelo no secador das mãos do balneário. O frio, a mala do carro a rebentar com mais coisas do que as que devia levar - e outras mil espalhadas pelas frestas dos bancos, entre as pernas, ao colo. transformam-se em água e ocupam todo o espaço que descobrem - as dores de costas que me lembram que já não vou para nova, que me lembram que o tempo de aproveitar é agora.

Pinheiros altos, terra dura, pó levantado. Anseio por tudo isto. O meu coração pede para me envolver no meio da Natureza. "Vai vai vai, porque não vais?", na minha cabeça. Nos meus ouvidos Ben Howard, Bon Iver, Maggie Rogers, The Lumineers. Tudo a tentar que o espírito e a mente tenham aquilo que o corpo não pode ter agora. 
Tem sido um Inverno tão longo.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

hala Madri


tapas, cañas, salmorejo, um ataque de pânico, leituras no jardim, um último dia cheio de chuva e a confirmação de que não somos o perfeito-casal-blogger-viajante, a confirmação de que não fomos feitos para viajar juntos. tu andas demasiado rápido, eu resmungo aos primeiros sinais de (pseudo, admito) fome. tu és criança impulsiva, eu criança pessimista sou. 

mas nós vamos tentar, ai se vamos. não fossemos nós o (belo) par de jarras mais casmurro que há na face desta terra.

um mês passado, uma cidade riscada da lista. que venha Fevereiro!
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tapas, cañas, salmorejo, a panic attack, garden sunny readings, a last day filled with rain and the proof that we are not the perfect-wanderlust-blogger-couple, the confirmation that we were not made to travel together. you walk too fast, I get grumpy if I don't eat every two hours (one?). you, the impulsive child, me, the pessimistic kid. 

but we are gonna try, oh yes we will. we are, after all, the most stubborn (and cutest) pot and kettle to have walked this earth. it's scientifically proven, I swear.

one month down, one city down. may February come!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

she cut a hole in the fence and she ran



Começar o 2018 no quentinho, com o senhor gato a aquecer-nos os pés. Começar o 2018 no meio do nada, de onde tantas vezes quis fugir e aonde agora a alma me pede para voltar. Para começar com calma. Para começar com alma. Com calma na alma e todos os clichés bonitos, tão necessários.



segunda-feira, 01

spend more time in my comfort zone;

be kind through 2018 and always;

stop focusing on reach and care more about resonance.