sábado, 14 de outubro de 2017

vamo embora


dizem-me o quão calma sou. rio para mim e conto-te. ris comigo. sabemos os dois a tormenta que trago dentro de mim. a luta comigo mesma continua e deixa-me sem saber o que vale ou não a pena. tudo perdeu a luz - sei que soa dramático pra caramba, mas é verdade, as coisas já não têm sal. tenho pensado na última vez em que me ri, daquelas gargalhadas mesmo à séria, que costumava largar nas aulas de biologia a picar o Filipe e que quase me valiam uma falta. penso, penso, penso. e porra, não me consigo lembrar. fico triste de não me lembrar. não queiras não te lembrar da tua última gargalhada. estou a reler isto e a ver o quão deprimente soo (e sempre soei por aqui, receio). mas amanhã é outro dia, e há sempre uma música da Mallu para o começar.

6 comentários:

  1. Que aqui, este poiso, sirva para purgares tudo o que te habita. E que esses dias fiquem mais leves.

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  2. Your blog is beautiful. I understand only a little bit, but I don't mind.

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  3. Não me importa do quão deprimente sejas ou soo-se por aqui, na verdade o que é isso de sooar deprimente? Não tenho certezas do que possa ser em concreto. Mas adoro os teus pensamentos, com toda a certeza!

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