segunda-feira, 3 de julho de 2017

catalina


o verão sem fim, o verão que já vai a meio e ainda nem começou, a vida confusa, confusa. o verão sem fim que ainda não chegou. encontrar a casa em ti, ti que não és tu mas que sou eu, encontrar a casa em mim. um deserto infinito como o verão. quente, as palmas dos pés a doer, sem saber se é gelo ou fogo, se queima ou queima. a liberdade, a liberdade que não sou capaz, que não sou eu, a liberdade que é tudo o que quero, o oásis tão bom e tão desconfortável ao mesmo tempo. o risco sem cálculos. e a paz, também. odeio a merda da matemática. vento nos cabelos, areia no ar, pele descoberta. um pôr-do-sol, porque o pôr-do-sol é a cor mais bonita de habitar. infinitos. ser infinito. ser, só ser. 

1 comentário:

  1. Ser tudo onde nada se é, nadando na direcção da linha do horizonte, onde o sol se põe, cansado de estar no céu.

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