domingo, 2 de setembro de 2018

sábado, 1 de setembro de 2018

1 de Setembro

gosto deste mês, gosto de recomeços, de rotina. há 20 anos, este mês foi (já não me lembro mas aposto) muito muito feliz; trouxe-me a maninha que eu tanto queria e que me fez fazer desenho após desenho na creche, de carrinhos de bebé. gosto de Setembros. este não sabe a recomeços porém, é o primeiro que vem e não traz a azáfama da escola com ele. ando a tentar perceber o que fazer no meio desta incógnita toda. à noite, quando fecho os olhos, vejo sempre coisas muito feias. sempre tentei distrair-me delas, fugir para o telemóvel ou algo que as fizesse esconder de novo. mas comecei a ver que encará-las é melhor, que lhes tira o poder e as revela como monstros, sim, mas monstros que estão apenas lá, inofensivos. e isso é uma lição importante para mim, desconstruir. tornar as coisas mais conhecidas, mais simples de perceber. e quando se percebe, se sabe, o medo deixa de ser tanto.

I myself have always found that if I examine something, it's less scary. I grew up in the West, and we always had this theory that if you saw - if you kept the snake in your eye line, the snake wasn't going to bite you. And that's kind of the way I feel about confronting pain. I want to know where it is. 
— Joan Didion

continuo a sentir muito a falta da Estónia. não sei se estou assim tão melhor aqui como pensava. tenho saudades de escrever e vi que só o posso fazer se, bem, se o fizer. se me forçar a fazê-lo durante uns tempos pode ser que comece a ganhar-lhe o gosto. sei bem que o Bukowski diz que se for forçado não vale a pena, que se for forçado é merda. mas vou deixar de ligar tanto ao que os outros dizem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

16 do oito

é tempo de virada. de dar um salto. de tremer, tremor.
bum bum bum. ensurdece-se, sabe a paz.
há coisas que têm de mudar.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

onze minutos

Então me apercebi o quão tenho sido triste, o quão tenho esperado da vida, tão pouco. Apesar de ser a coisa mais previsível do mundo, não consegui ver aquele final feliz à minha frente. Só conseguia ver uma Maria a quem a vida tinha levado a melhor, como leva a todos nós; mas a vida levou Maria aonde ela queria, como num conto de fadas, e puxou-me o tapete debaixo dos pés. Um final feliz. 

Arrepiei-me e chorei. Não me lembro da ultima vez que senti esta emoção, ando há tanto tempo à deriva. Uma deriva que me levou a um corpo e alma cheios de nódoas negras e, o pior, a já nem me importar com isso. O medo de como as coisas vão correr esteve tanto tempo comigo que deixei simplesmente de me entusiasmar com o que quer que fosse.
A deixar de acreditar que há finais felizes, até nos livros.

E, de repente, tristeza. Mas luz. A felicidade desarmou-me, afinal as coisas podem correr bem. 
Afinal posso esperar, desejar, ansiar, planear.

domingo, 22 de julho de 2018

peso contrapeso


a vida não é nada. a vida é tudo.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

nights at the tennis courts. all the lights were out we were watching the stars listening to silly songs smoking cigarettes pretending to be cooler than we were. without a care in the world. the school was still the old one with a stage in the common room and the school radio playing. I remember a dance. I remember long talks and wanting to grow up. being 16 was sweet indeed.